Testes genéticos na eqüideocultura

RESUMO

Nos últimos anos a equideocultura deu um salto qualitativo, havendo hoje, no mercado, animais de alto valor e geneticamente superiores. Isso é possível, em grande parte, devido aos avanços na área da genética animal, os quais permitem identificar, não apenas anomalias, mas também diversos genes de interesse econômico. Com o auxílio da citogenética pode-se identificar indivíduos com alterações no número ou na estrutura dos cromossomos, o que em muitos casos afeta principalmente a reprodução. Também a confirmação de genealogia, anteriormente feita por tipagem sangüínea e atualmente por testes de DNA, tem papel extremamente importante, não apenas por garantir a ascendência dos animais, mas também porque um pedigree confiável pode permitir ao criador identificar a origem de problemas genéticos em seu rebanho e reduzi-los ou mesmo, eliminá-los. Ainda com as ferramentas da biologia molecular, podemos hoje, identificar indivíduos que apresentam genes desejáveis ou indesejáveis, o que nos permite selecioná-los precocemente, reduzindo assim, os custos do produtor e aumentando o valor agregado dos animais. Entre tais genes podemos destacar os que identificam portadores ou afetados por mutações genéticas indesejáveis como: SCID (Síndrome da Imunodeficiência Combinada), HYPP (Parilisa Hipercalêmica), HERDA (Astenia Dérmica Regional Hereditária Eqüina), etc. Também a identificação dos genes que determinam a cor ou padrão da pelagem já pode ser feita direta ou indiretamente (por meio de marcadores genéticos), como é o caso dos genes para as pelagens Overo, Tobiano, etc. Com os avanços no estudo do genoma eqüino muito mais estará disponível em breve, o que certamente só trará maiores contribuições à equideocultura mundial.

Autores: Eduardo Geraldo Alves Coelho; Denise Aparecida Andrade de Oliveira

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