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Alonso, M.A. 1Fleury, P.D.C. 1 Alvarenga, M.A 2
1 Fleury Reprodução Equina – São José do Rio Pardo- SP, 13720-000, Brasil.2 Departamento de Reprodução Animal e Radiologia Veterinária - UNESP-Botucatu/SP, 18618-000-Brasil
gutalonso65@hotmail.com
A seleção adequada da égua receptora de embrião é uma etapa fundamental para um programa de transferência de embriões eficiente. Esta seleção é baseada na sincronia em relação a doadora, ausência de dobra endometrial e fluido, presença de um corpo lúteo e tônus uterino e cervical. Normalmente, a janela de sincronia utilizada é de +1 (ovulação da receptora um dia antes da doadora) a – 3 (ovulação da receptora 3 dias depois da doadora), ou seja entre o quarto (D4) e nono dia (D9) após ovulação alcançando-se boas taxas de prenhez.Em algumas situações, este grau de sincronia não é conseguido e uma outra alternativa deve ser encontrada. O uso de receptoras em um momento mais precoce do diestro permite um melhor aproveitamento de receptoras. O objetivo deste estudo foi avaliar o uso de receptoras 3 dias apos a ovulação para a transferência de embrião. No presente experimento foram utilizadas doadoras diferentes raças, entre 3 e 26 anos de idade, mantidas em diferentes fazendas e na central Fleury Reprodução Equina. Os embriões foram coletados nos dias 7, 8 e 9 pós ovulação. Apos a identificação, os embriões eram avaliados para tamanho, grau e estagio de desenvolvimento. Apenas os embriões graus 1 e 2 foram utilizados. Os embriões foram transferido de forma não cirúrgica para receptoras sincronizadas entre o dia 3 a 8 pós ovulação. A seleção das receptoras foi feita por meio da avaliação de tônus uterino e ecogenicidade uterina no dia da transferência, sendo escolhidas aquelas que apresentavam útero tubular e homogêneo em termos de ecogenicidade, com bom tônus. Um total de 905 embriões foram utilizados no estudo. As receptoras eram de diferentes raças, entre 3 e 14 anos de idade. Todas eram mantidas na Central Fleury Reprodução Equina. O diagnóstico de gestação foi realizado 5 a 7 dias após a transferência. Os dados foram analisados utilizando o teste do Qui-Quadrado. As taxas de prenhez foram similares para as éguas nos dias 3 a 8 pós ovulação (d3, 75,90% (83); d4, 71,72% (198); d5, 71,49% (228); d6, 69,36% (173); d7, 76,87% (147), d8, 68,42% (76) ). Pode-se concluir desta forma, que receptoras de embrião podem ser utilizadas a partir do terceiro dia pós ovulação, com adequadas taxas de prenhez, sem suplementação exógena de progesterona. Além disso, elas tornam-se uma possibilidade interessante quando uma sincronia mais próxima não é possível. Entretanto, uma seleção adequada baseada em determinadas características do útero e tônus é essencial para que estes resultados sejam obtidos.