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Fantini, P.*; Teixeira, R.B.C.; Pyles, M.; Ferreira, D.O.L.; Gonçalves, R.C.; Amorim, R.M.; Thomassian, A.; Vulcano, L.C.; Borges, A.S.
Introdução: A síndrome vestibular periférica é caracterizada por desvio lateral da cabeça (ipsolateral à lesão), nistagmos e perda de equilíbrio, podendo estar associada à paralisia do nervo facial, devido à proximidade anatômica das estruturas envolvidas. As principais suspeitas etiológicas deste processo são: otite média interna, doença articular degenerativa temporoioídea, infecção de bolsa gutural e traumas. As fraturas na base do crânio ocorrem em eqüinos, principalmente jovens, iniciando treinamento. As injúrias mais comumente associadas à fratura na base do crânio são: fraturas no osso baso-esfenóide e baso-occipital, fratura da crista nucal, fratura com avulsão do osso occipital e fratura do osso petroso temporal. Os sinais clínicos associados são hemorragias nasal e auricular e síndrome vestibular, dependendo da intensidade da lesão alterações no nível de consciência podem estar presentes.
Relato de caso: O presente trabalho tem como objetivo relatar o caso de um eqüino com síndrome vestibular decorrente de fratura na base do crânio. Trata-se de um Quarto de Milha de 5 meses de idade, macho, atendido na Clínica de Grandes Animais da FMVZ – UNESP, Campus de Botucatu, com histórico de queda sobre o dorso, batendo a nuca no chão, com 15 dias de evolução, hemorragia pelo ouvido esquerdo e progressiva incoordenação. Ao exame clínico apresentou-se apático, com desvio lateral de cabeça para a esquerda, ataxia de grau 2-3 devido à perda proprioceptiva, caracterizando uma síndrome vestibular, ptose auricular esquerda e úlcera de córnea no olho esquerdo indicando lesão de nervo facial, com diminuição da produção lacrimal, verificada no teste de Schirmer. Exames radiográficos revelaram fratura completa entre a porção basilar do occipital e corpo do base esfenóide, com desvio do eixo ósseo e o exame endoscópico mostrou lesão hemorrágica no teto da bolsa gutural e aumento de volume do estiloióideo. Como tratamento instituiu-se Ceftiofur, Meloxicam V.O, Colírios Garasone, Lacrima e Midriacyl.
Discussão: a terapia instituída resultou na melhora do quadro, com diminuição do desvio de cabeça e da incoordenação.
Conclusão: O presente relato contribuiu para ressaltar a importância da fratura da base do crânio como diagnóstico diferencial das síndromes vestibulares.
Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ- Unesp- Botucatu)
* fantinivet@yahoo.com.br