OCORRÊNCIA DE THEILERIA EQUI CONGÊNITA EM POTROS PURO SANGUE LUSITANO

Neimar Vanderlei Roncati*; Raquel Y. Arantes Baccarin; Wilson Roberto Fernandes

Introdução: A Babesiose é uma doença transmitida por carrapatos e causada por dois protozoários distintos, a Babesia equi (ou Theileira equi) e a Babesia caballi, sendo que os eqüídeos podem ser parasitados por ambas as espécies de babesia concomitantemente. A doença caracteriza-se por febre, anorexia, fraqueza, icterícia e hemoglobinúria. A principal forma de transmissão é através de vetores biológicos como algumas espécies de carrapato, mas raras descrições questionam a transmissão transplacentária.

Objetivos: O Objetivo do presente estudo foi verificar a ocorrência de transmissão transplacentária da Theileria equi, através da avaliação de esfregaço sanguíneo colhido de neonatos e suas mães no primeiro dia pós-parto.

Metodologia: O levantamento hematológico foi realizado pela colheita de amostras de sangue periférico da veia jugular de 50 éguas de Puro Sangue Lusitano, além de 50 potros nascidos destas mesmas éguas no primeiro dia de vida. Após preparação dos esfregaços em lâmina de microscopia o material foi corado em Rosenfeld. A avaliação por microscopia óptica com objetiva de 100x permitiu a avaliação da presença de protozoários intraeritrocitários compatíveis com Theileria equi. Nenhum dos animais, tanto éguas como potros apresentavam sinais clínicos compatíveis com Babesiose.

Resultados: A avaliação do esfregaço sanguíneo resultou na observação de 10% dos potros positivos (5 potros em 50) para Theileria equi. Comparativamente dos cinco neonatos positivos no esfregaço sanguíneo para Theileria equi no primeiro dia de vida, 80% (4 potros de 5) eram nascidos de éguas também positivas, sendo apenas um neonato positivo nascido de uma égua negativa ao exame de esfregaço sanguíneo.

Discussão e Conclusões: Apesar das limitações na utilização do esfregaço sanguíneo para diagnóstico definitivo da presença de Theileria equi nos eqüinos houve confirmação da presença do parasita em 10% dos potros ao primeiro dia de vida, isentos de ixodidiose, isto pode evidenciar a possibilidade da transmissão transplacentária ainda in utero.

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