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Eduardo Schlup1, Ruy Menescal Couto1, Eduardo Xavier Ferreira Migon1, Hans Joachim Menzel2, André Procópio2, Mitzem Sattler Bretas2, Fernando Queiroz de Almeida3.
Introdução: Estudos sobre a biomecânica da locomoção eqüina têm demonstrado que a técnica de salto dos eqüinos pode ser avaliada com medidas objetivas obtidas através de filmagens. Objetivos: O objetivo deste trabalho foi avaliar a cinemática do salto em eqüinos, em liberdade e montados. Material e Métodos: Foram utilizados cinco eqüinos saltando obstáculos verticais, na altura de 1,10m e, oxers com altura de entrada de 1,00m, altura de saída de 1,20m e largura de 1,00m. As filmagens dos saltos foram feitas com câmera Red Snake à 100 Hz e as imagens digitalizadas no programa Simi-Motion®. Foram fixados 19 marcadores cutâneos em vários pontos dos animais e filmados três saltos válidos para cada obstáculo, em liberdade e montado. Os dois melhores saltos foram avaliados através de medidas lineares, angulares e de velocidade. Os valores médios obtidos nos saltos em liberdade e montados, em cada obstáculo, foram submetidos à análise de dados pareados e comparados pelo teste de t. Resultados e Discussão: Houve influência do cavaleiro e aumento da distância da batida ao obstáculo e da amplitude do salto sobre o obstáculo vertical (P<0,05), com valores de 1,87 e 5,28m, respectivamente. A altura máxima da cernelha durante o salto foi reduzida com os animais saltando mais alto em liberdade do que montados, de 2,53 e 2,45m, respectivamente. Em relação a velocidade do salto, observou-se valores de 340,36 e 364,95 metros/minuto nos saltos em liberdade e montados, respectivamente havendo uma tendência da influência do cavaleiro (P = 0,07). A angulação fêmur-tibial apresentou valores menores nos saltos montados, indicando que os animais executaram um melhor recolhimento dos posteriores, reduzindo o valor médio do ângulo para 79,5 graus (P<0,05). No oxer, observa-se menor interferência do cavaleiro sendo que apenas a altura máxima da cernelha foi maior nos saltos em liberdade que nos saltos montados (P<0,05), de 2,68 e 2,57 metros, respectivamente. Conclusões: O cavaleiro interfere com mais intensidade nos saltos sobre obstáculo vertical ampliando a distância da abordagem e do salto. Novos estudos cinemáticos devem ser executados visando o aperfeiçoamento da técnica de salto, tanto dos cavaleiros quanto dos cavalos.
1 Escola de Equitação do Exército - Exército Brasileiro. schlupcav@yahoo.com.br
2 Escola de Educação Física - Universidade Federal de Minas Gerais
3 Instituto de Veterinária - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro