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Carla Braga Martins; Marco Augusto Giannoccaro da Silva *; Flora Helena Freitas D’Angelis; Lina Maria Werhler Gomide; Cesar Andrey Galindo Orozco; Fabiana Garcia Christovão; Antonio de Queiroz Neto; José Corrêa de Lacerda Neto
Introdução: O músculo é capaz de modificar suas características morfológicas e funcionais como resposta a diversos estímulos, como o exercício físico. Atualmente, as análises histoquímicas são amplamente utilizadas para identificar os diferentes tipos de fibras musculares e as respostas a diferentes estímulos.
Material e Métodos: Foram utilizados 12 eqüinos PSA, machos e fêmeas adultos, com idades entre quatro e 11 anos, pertencentes a FCAV-UNESP, campus de Jaboticabal. Foram colhidas amostras do músculo glúteo médio antes e após o período de treinamento utilizando a agulha de biópsia percutânea do tipo Bergström nº 6.0. As amostras foram submetidas às analises histoquímicas utilizando a mATPase e NAD-TR.
Resultados e Discussão: Não houve diferença significativa entre os dois tipos de treinamentos. Observou-se diminuição na porcentagem das fibras tipo I e aumento das fibras IIX. Houve diminuição da área total das fibras tipo I e IIA; diminuição da área relativa das fibras I e aumento das IIX. O efeito do exercício induzido durante um período de tempo determinado sobre a composição fibrilar é variável. As fibras IIX são ativadas quando se requer o desenvolvimento de forças rápidas e breves, portanto são recrutadas em exercícios de alta intensidade e curta duração. Esse fato se deve a sua maior capacidade glicolítica que lhe permite obter energia rapidamente, mas são facilmente fatigáveis.
Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias - UNESP, Campus de Jaboticabal, SP. Agradecimentos à FAPESP pela concessão do auxílio pesquisa, ao CNPQ pela bolsa de doutorado no país e à CAPES pela bolsa de doutorado no exterior. Parecer de ética CEBEA – 017819 * marcogiannoccaro@bol.com.br