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Claudia Acosta Duarte1; Geison Morel Nogueira2; Sergio da Silva Fialho1; Paulo Sergio Patto dos Santos1; Paola Castro Moraes1.
Introdução: Resultante de uma anormalidade do tecido embrionário no fechamento da primeira fenda branquial, o cisto dentígero é identificado em eqüinos jovens junto à porção petrosa do osso temporal ou seio paranasal, contendo elementos dentários isolados ou combinados (dentina, cemento e esmalte). Sua manifestação clínica ocorre, em geral, aos dois anos de idade, sendo observado com maior freqüência na base do pavilhão auricular, unilateralmente. Constitui-se de um aumento de volume, com trajeto fistuloso a margem da pina, com liberação de secreção mucóide de coloração branca. O diagnóstico baseia-se no histórico, avaliação clínica e radiográfica da área afetada, além de fistulografia e citologia do aspirado. O tratamento consiste na excisão cirúrgica do tecido, sendo necessário seu recalcamento devido sua consistência pétrea e aderência ao osso temporal.
Relato do caso: Descreve-se a enfermidade em um eqüino, macho castrado, sem raça definida, com oito anos de idade, apresentando tumefação sacular na região subauricular bilateralmente, com trato fistuloso acompanhando a borda dos pavilhões auriculares. À palpação evidenciou-se proeminência sobre a superfície temporal. Após avaliação radiográfica, observou-se região radiopaca anexa ao temporal bilateralmente, de quatro a cinco centímetros de extensão. Foram efetuados dois procedimentos cirúrgicos, com intervalo de 15 dias, para a retirada de cada cisto dentígero. Durante a exploração do lócus operatório, observou-se aderência do cisto ao osso temporal, bilateralmente. Foi feita a excisão dos tratos fistulosos junto à pina, assim como a retirada dos cistos com osteótomo. Optou-se pela cicatrização por segunda intenção com a colocação de dreno.
Discussão e conclusão: Houve a completa cicatrização das feridas cirúrgicas, porém, ocorreu no segundo procedimento operatório, lesão neurológica temporária em VII par craniano, desenvolvendo ptose palpebral, auricular e labial esquerdo. A idade do animal e a ocorrência da enfermidade bilateralmente foram relevantes na descrição deste caso, em função da escassez destes dados em literatura.
1 Professor(a) do Centro Universitário Barão de Mauá.
2 Médico veterinário do Centro Universitário Barão de Mauá. geison_mn@yahoo.com.br
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