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Tiago Marques dos Santos1, Priscila Nogueira Ferraz1, Fernando Queiroz de Almeida1,2, Carlos Luiz Massard1,2, Paulo de Tarso Botteon1, Paula Hossel Laranjeira1
Introdução: O maior impacto econômico da babesiose eqüina se reflete na morbidade, diminuição do potencial atlético, gastos com medicamentos, abortos e mortalidade, além da possível introdução de animais susceptíveis em área enzoótica.
Objetivos: Estudo comparativo do teste sorológico de Fixação de Complemento (FC’) em relação aos testes de ELISA e Imunofluorescência Indireta (IFI) no diagnóstico da B. equi.
Metodologia: Foram utilizados 79 eqüinos apreendidos em diferentes regiões do Estado do Rio de Janeiro, e os soros provenientes da coleta de sangue desses animais foram testados através dos testes sorológicos de FC’, ELISA e IFI para detecção de anticorpos contra B. equi. O antígeno foi produzido através de formas intraeritrocíticas de B. equi utilizando um eqüino infectado por B. equi.Como controle positivo, foram utilizados os soros de eqüinos da UFRRJ, naturalmente infectados por B. equi. Como controle negativo, foram utilizados soros provenientes de eqüinos livres de infecção por B. equi, provenientes da Virginia Polytechinic University, USA.
Resultados e Discussão: A técnica sorológica que apresentou o maior índice de positividade foi IFI, seguida de ELISA e FC’, com 78,48 75,95 e 60,75%, respectivamente. Comparando o teste de ELISA com FC’, observou-se um percentual de soros positivos em ambas as provas de 49,37%, enquanto que comparando o teste de FC’ com IFI, o percentual de soros positivos, tanto para FC’ quanto para IFI foi de 53,16%. O índice de positividade, comparando o teste de ELISA com IFI foi de 67,08%, percentual este maior comparado a técnica de FC’, representando uma maior sensibilidade destes testes em relação ao diagnóstico de B. equi pelo teste de FC’.
Conclusão: Os testes sorológicos de ELISA e IFI são de menor custo e, levando em consideração sua alta sensibilidade em relação ao teste de FC’, são indicados para a triagem sorológica dos eqüinos porque possibilita a análise de um grande número de amostras. O teste de FC’, por ser bastante específico, deve ser utilizado como teste confirmatório evitando os resultados falsos-positivos.
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. E-mail: tiagoufrrj@yahoo.com.br
2 Professor Instituto de Veterinária da UFRRJ. Bolsista de Produtividade do CNPq. falmeida@ufrrj.br