AVALIAÇÃO DO ESTRESSE OXIDATIVO EM CAVALOS DE TROTE ATRAVÉS DA MENSURAÇÃO DE MALONDIALDEÍDO (MDA) E GLUTATIONA REDUZIDA (GSH) ERITROCITÁRIA

Jaqueline Aguiar Rodrigues, Lilian Emy dos Santos Michima; Wilson Roberto Fernandes*

Introdução: O estresse oxidativo, decorrente de uma atividade física, leva a peroxidação lipídica de membranas celulares, além de danos protéicos e em ácidos nucléicos, e um dos produtos finais desta reação é o malondialdeído (MDA). A glutationa reduzida (GSH), considerada um antioxidante multifuncional, está presente no plasma e principalmente nas hemácias e tem importância pelo fato de ser um dos índices da capacidade total antioxidante do corpo após um estresse oxidativo.
Objetivos: Avaliar o estresse oxidativo em diferentes condições de treinamento físico.
Metodologia:
Determinou-se a concetração de MDA sérico e GSH eritrocitária em 45 cavalos da raça American Trotter e mestiços divididos em três grupos: G1 (sem treinamento), G2 (até 6 meses de treinamento) e G3 (treinamento há mais de 12 meses).
Resultados:
Observou-se que o MDA teve um valor significantemente menor (p=0,014) no grupo de animais sem treinamento físico. Não houve diferença estatística significante para GSH corrigida pela Hb (p=0,757) e para GSH corrigida pelo VG (p=0,374) entre os grupos analisados, mas houve uma aparente tendência a maiores valores no G2, no qual o sistema antioxidante está em fase de adaptação ao treinamento físico constante e suas conseqüentes injúrias.
Discussão e Conclusões: Conclui-se que a atividade física acarreta danos celulares frente ao estresse oxidativo, mas o sistema antioxidante tem papel fundamental nesta homeostasia observando uma adaptação às injúrias causadas pelos radicais livres.

*Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia – USP. Av Prof. Orlando Marques de Paiva, 87. Cep 05508-000. Butantã – São Paulo.
wilsonrf@usp.br