AVALIAÇÃO DAS PERDAS E DA RECUPERAÇÃO DE PESO DE CAVALOS EM PROVAS DE ENDURO DE LONGA DISTÂNCIA

Pedro Ivo de Albuquerque; Bruno de Oliveira Machado; Maria Raquel de Almeida; Augusto Ricardo Coelho Moscardini; Maurício B. Bittar; Guilherme de Camargo Ferraz; Antônio Raphael Teixeira Neto*; Antônio de Queiroz Neto

Introdução: Cavalos submetidos a esforços de duração prolongada apresentam marcadas perdas de fluidos corporais através da sudorese, em decorrência do processo evaporativo de termorregulação. Tais perdas podem ser monitoradas por meio da simples pesagem dos animais durante ou após o esforço.
Objetivos: Quantificar perdas de peso de cavalos Puro Sangue Árabe, submetidos a provas de enduro de longa distância.
Metodologia: Durante o campeonato brasiliense de enduro de 2004, acompanhou-se 3 provas de enduro de 70 e 100 km de distância onde, antes da largada, durante (“check-vet”) e após cada prova era realizada a pesagem dos animais. Realizou-se também o monitoramento da recuperação do peso nas primeiras 24, 48 e 72 horas após as referidas provas, nos locais de origem dos animais. 
Resultados: Observou-se elevação significativa das perdas de peso (%) logo no primeiro momento de avaliação das provas (25 a 30 km de distância), com constante elevação até o final das referidas provas (P<0,001). Observou-se recuperação do peso 48 horas após as provas de 100 km. Nas provas de 70 km, os animais ainda apresentavam valores significativamente elevados até 72 horas após o esforço (P<0,05). Discussão: As perdas hidroeletrolíticas ocorreram em maior quantidade no início das provas e, apesar das estratégias utilizadas para correção destas no decorrer do esforço, continuaram a aumentar devido à intensa sudorese que esses animais apresentam até o final do exercício, com recuperação a partir de 48 horas após o término deste.
Conclusão: A simples pesagem de cavalos durante ou após o exercício se revela uma importante ferramenta na determinação da quantidade de fluidos e eletrólitos a serem repostos para o animal para que se evitem problemas clínicos relacionados à desidratação que podem levar o animal a um pior desempenho atlético e inclusive ao óbito.

* raphaeltx@hotmail.com
Projeto FAPESP 04/04385-5