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Sandra Lucia Platzeck de Oliveira; Ana Carolina Bertolaci Alves Penna; André Luis do Valle De Zoppa
Introdução: Os procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos, como a toracoscopia, provocam uma resposta inflamatória do organismo. Após a injúria cirúrgica os neutrófilos são a população dominante de leucócitos no local.
Objetivos: A avaliação da resposta inflamatória pode ser feita por diversos meios, entre eles o exame físico e o leucograma, como forma de se avaliar o recrutamento de células inflamatórias para o local da injúria.
Metodologia: Foram utilizados 12 eqüinos divididos em dois grupos, sendo que no primeiro foi instituído um colapso pulmonar por 30 minutos e no segundo por 60 minutos. Foram aferidas as variáveis fisiológicas, como freqüência cardíaca, freqüência respiratória, temperatura retal e coletado sangue por venopunção jugular nos diversos momentos experimentais.
Resultados e discussão: Observou-se uma diminuição no número de leucócitos absolutos no momento pós-operatório imediato comparativamente ao momento pré-operatório, no entanto os valores continuaram dentro da faixa considerada fisiologicamente normal, e o mesmo pode-se dizer com relação ao número relativo de neutrófilos. Ao analisar as variáveis clínicas não foram observadas alterações significativas, estando a média das freqüências cardíaca e respiratória, assim como da temperatura retal, dentro dos limites considerados normais para a espécie.
Conclusão: Os resultados obtidos sugerem que as alterações observadas são consideradas de pouca importância clínica, visto que a diminuição dos valores de neutrófilos é esperada como conseqüência da injúria trans-operatória e esta não foi acompanhada de alterações clínicas nos animais, concluindo que a toracoscopia é um procedimento cirúrgico seguro no que diz respeito as variáveis avaliadas.
*Endereço: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia – USP, Departamento de Cirurgia. Av. Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva, 87 - São Paulo. Cep 05508-000.
Fone/Fax: 11 3091-4238 alzoppa@usp.br
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