AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DO CONDICIONAMENTO FÍSICO SOBRE ALGUMAS VARIÁVEIS METABÓLICAS EM CAVALOS DE ENDURO

Carolina C. M. Bonomo*, Lílian E. S. Michima, Patrícia Miyashiro, Wilson R Fernandes

Introdução O enduro eqüestre é uma modalidade esportiva em que o animal realiza um exercício aeróbico de longa duração e média intensidade, onde os cavalos com sintomas de instabilidade ou enfermidade metabólica são eliminados das provas.
Objetivos
Neste estudo foram analisadas as enzimas creatina-quinase (CK), lactato desidrogenase (LDH) e aspartato aminotansferase (AST), os íons sódio (Na), cloro (Cl) e potássio (K), e a concentração de lactato plasmático, para determinar possíveis causas de um bom ou mau desempenho, adaptação dos animais ao exercício. Material e Métodos. Foram colhidas amostras de 30 eqüinos da raça árabe e seus mestiços em provas de enduro eqüestre. As amostras foram divididas em 3 grupos: animais que percorreram distâncias superiores a 100 km (G1), inferiores a 100 km (G2) e animais que foram desqualificados durantes as provas por causas metabólicas (G3). Os animais foram avaliados em 3 momentos: pré-exercício, no dia anterior ao da competição (T0), de 30 a 60 minutos pós-exercício (T1) e de 90 a 120 minutos pós-exercício (T2), após haverem oficialmente terminado as provas. Nesses 3 momentos os animais passaram por avaliação física e foram colhidas as amostras de sangue para as provas bioquímicas (CK, LDH, AST, Na, Cl, K e lactato).
Resultados e Discussão Nenhuma diferença significante foi encontrada em relação à concentração de eletrólitos dos animais, o que pode ser explicado em parte pela reposição eletrolítica que estes receberam durante as provas. G3 apresentou os maiores valores de atividades enzimáticas e maior valor de concentração plasmática de lactato. G1 apresentou os menores valores de concentração plasmática de lactato e atividade enzimática maior que o G2. Conclusões A ineficiência enzimática de G3 mostra sua não adaptação ao tipo de exercício. A menor concentração plasmática de lactato (G1) sugere melhor adaptação ao exercício, e a atividade enzimática está diretamente relacionada com a intensidade do exercício (distância percorrida) para os animais adaptados à prova (que completaram a prova).

Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia - Universidade de São Paulo
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