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Paula Adriane Piccolo Pieruzzi; Wilson Roberto Fernandes; Rodrigo Romero Corrêa*; Márcio Batistela Moreira; César Augusto Pereira Dinóla
Introdução: A análise microbiológica de amostras do líquido peritoneal de eqüinos com distúrbios gastrointestinais nos permite identificar os agentes bacterianos presentes nestes processos, particularmente bactérias Gram-negativas liberadoras de endotoxinas.
Objetivo: avaliar a estratégia terapêutica antimicrobiana rotineira, baseando-se no isolamento, identificação e antibiograma das bactérias isoladas no líquido peritoneal de eqüinos com abdome agudo.
Metodologia: Foram utilizados 20 animais apresentando síndrome cólica atendidos nos Hospitais Veterinários: Anhembi Morumbi, Salles Gomes, Foz & Associados e HOVET-USP atendidos no período de abril de 2005 à maio de 2006.
Resultados: dentre as amostras, 10 apresentaram cultura positiva para bactérias Gram-negativas (Escherichia coli, Proteus vulgaris, Proteus mirabilis) e 02 para Gram-positivas (Streptococcus sp e Staphylococcus hyicus). A análise global da sensibilidade e resistência das bactérias aos fármacos utilizados na rotina (penicilina e gentamicina) revelou que 33% (Streptococcus sp e Escherichia coli)das bactérias foram resistentes a penicilina e 67% (Streptococcus sp, Escherichia coli e Proteus vulgaris) foram resistentes a gentamicina.
Discussão: os protocolos para terapia antimicrobiana utilizados na rotina dos centros utilizados para coleta das amostras (penicilina+gentamicina) não mostraram eficiência na avaliação laboratorial. A ocorrência de infecções pós-operatórias pode ser associada à resistência microbiana aos fármacos de eleição. A manutenção do protocolo pré-estabelecido pode necessitar de adequada resposta de defesa do organismo para o combate à infecção.
Conclusão: baseado nos resultados, a terapia antimicrobiana para os eqüinos apresentando abdome agudo poderia ser orientada pela cultura e antibiograma de amostras de líquido peritoneal colhido no atendimento clínico de cada caso.