ANÁLISE CINEMÁTICA DA VARIAÇÃO DOS MOVIMENTOS DA CABEÇA E DOS MEMBROS DE ANIMAIS CLAUDICANTES E NÃO CLAUDICANTES

Fabiana G. Christovão1; Ricardo M. L. Barros2; Carla B. Martins3; Marco A. G. Silva3; Eduardo V. V. Freitas1; Flora H. F. D’Angelis1; Rebecca A. Meistre1; Lina M. W. Gomide3; Raquel M. Albernaz3; Cesar A. G. Orozco3; José C. Lacerda Neto3; Antonio de Queiroz Neto1

Introdução: A claudicação é indicativa de um distúrbio estrutural ou funcional em um ou mais membros, que se manifesta durante a movimentação do animal ou em posição de estação. Para o seu diagnóstico leva-se em consideração o movimento apresentado pela cabeça, havendo casos em que mesmo clínicos experientes interpretam de forma diferente certos movimentos.
Objetivos: Registrar as alterações do movimento da cabeça e dos membros de eqüinos na condição claudicante e não claudicante.
Metodologia: Para a análise cinemática 3D do movimento utilizou-se câmeras de vídeo (60 Hz) e métodos computacionais. Fixou-se marcadores na região do processo zigomático do temporal e em cada falange proximal de todos os membros. Foram filmados 6 potros da raça PSA ao passo e ao trote, antes e após a indução da claudicação. A claudicação foi induzida no membro torácico esquerdo utilizando-se uma esfera de metal. As imagens foram analisadas considerando-se um total de nove passadas. A comparação das variáveis foi seguida da análise pelo teste t-Student. O trabalho foi aprovado pela Comissão e Ética e Bem Estar Animal da FCAV/Unesp (n0. protocolo: 006981).
Resultados e discussão: Os resultados mostraram dois movimentos verticais da cabeça, por passada, tanto no andamento ao passo quanto ao trote. Houve aumento na amplitude destes movimentos, com manifestação única, após a indução da claudicação. Conforme resultados encontrados na literatura, a cabeça mostrou-se mais elevada ao primeiro contato físico do membro claudicante com o chão. Somente ao trote, os animais claudicantes manifestaram prolongamento na fase de apoio, em todos os membros.
Conclusões: Análises videográficas ofereceram detalhes sobre as alterações do movimento de eqüinos importantes para o diagnóstico da claudicação.

1Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal - Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, UNESP, Jaboticabal, SP, Brasil.
2Laboratório de Instrumentação para Biomecânica – Faculdade de Educação Física, UNICAMP, Campinas, SP, Brasil.
3 Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária - FCAV, UNESP, Jaboticabal, SP, Brasil.
*Correspondência: Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal. FCAV-UNESP, Via de Acesso Prof. Paulo D. Castellane, 14884-900, Jaboticabal, SP, Brasil. TEL. (16) 32092654-R.228. E-mail: christ@fcav.unesp.br.