![]()
Renato Fonseca Ferreira II; Augusto Ricardo Coelho Moscardini; Rômulo Vitelli Rocha Peixoto; Guilherme de Camargo Ferraz; Antônio Raphael Teixeira Neto*; ; Antônio de Queiroz Neto
Introdução: A carga permanente de trabalho causa dano ao sistema muscular, que pode ser monitorado por determinações laboratoriais da atividade enzimática sérica que é utilizada como indicador de permeabilidade muscular durante o exercício. As enzimas mais utilizadas na avaliação desta permeabilidade são CK, AST e LDH. Objetivo: Monitorar alterações de atividade enzimática muscular, durante e após esforço de enduro de 70 e 100 km de distância, ocorridas em cavalos da raça Puro Sangue Árabe, no decorrer de um campeonato anual. Metodologia: Em 5 provas de enduro, horas antes, durante os “chec-vets”, e 24, 48 e 72 horas após o término das provas, realizou-se colheita de sangue venoso (jugular), dos animais finalistas das provas. Resultados: Observou-se diminuição significativa da atividade de todas as enzimas no primeiro momento de colheita (25 a 30 km de prova). No momento seguinte (~50 km de prova) a atividade de CK e LDH, se elevou apresentando valores de pico aos 70 e 100 km de prova, respectivamente. A atividade da enzima AST, somente retornou aos padrões basais ao final dos 100 km de prova. No período de recuperação, as enzimas LDH e AST, apresentaram retorno aos valores pré-prova, 72 horas após as provas, diferentemente da atividade da enzima CK, que retornou nas primeiras 24 horas após (P<0,05). Discussão: Aumentos das atividades das enzimas musculares estão relacionados a um evidente dano ou mudança na membrana da fibra muscular, causando um aumento transitório na sua permeabilidade. Entretanto, elevações fisiológicas podem ocorrer sem nenhuma destruição tecidual e a extensão destas é dependente do tipo do esforço. O retorno à normalidade apresenta-se em tempos diferentes para cada enzima, revelando a importância de pesquisa conjunta para avaliação de qualquer alteração muscular. Conclusão: Diferentes comportamentos das atividades enzimáticas durante o exercício de enduro podem ser utilizados como ferramenta para predizer ou acompanhar a extensão da alteração muscular causada, e o tempo de recuperação necessário após este tipo de esforço.